sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Bill Connors - Of Mist and Melting

Aqui um Connors da fase ECM. Brilhante, introspectivo, dentro da estética proposta pela gravadora européia. Sua guitarra, ao lado do sax de Garbarek, ganha tons etéreos e timbres reflexivos e profundos, com aguçado senso melódico. Um grande exercício de interiorização. Belo disco.
1. Melting
2. Not Forgetting
3. Face in the Water
4. Aubade
5. Café Vue
6. Unending
Bill Connors guitar
Jan Garbarek saxophones
Gary Peacock bass
Jack DeJohnette drums

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Bill Connors 'Double Up' (1986)



Guitarrista de grande influência no cenário Fusion, Connors notabilizou-se pela sua criatividade e virtuosismo.
Sua guitarra pode ser ouvida em estilos bastante distintos, de modo que, se não soubéssemos se dele, talvez nem de perto poderíamos reconhecer o seu toque.
No Return to Forever em em solos do Stanley Clarke, encontramos uma pegada incisiva, violenta, com habilidade profunda nas escalas, além de uma sutil distorção; um toque decisivo para a evolução da técnica de execução do fusion. Já com o Jan Garbarek Group (ECM), encontramos um Connors intimista, com uma suavidade impressionante, timbres fantásticos e excelentes improvisos; é outro guitarrista, em estilo mais limpo e desenvolvido. Neste "Double Up", sustains, acordes abertos e virtuosismo aparecem para redimensionar o guitarrista e colocá-lo em outra dimensão. Disco perfeito, ousado, na formação de trio. Excelente!
Track Listing:--
1: Subtracks - 04:58--
2: Tud - 05:30--
3: Floor To Floor - 06:40--
4: Crunchy Cuts Up - 05:45--
5: Long Distance - 05:53--
6: Out By Twelve - 06:39
Personnel: Bill Connors (guitar); Tom Kennedy (electric bass); Kim Plainfield (drums).
Recorded at Mediasound, New York, New York.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Frank Zappa 1981


Falávamos de anos 80 e aqui precisamos abrir um parêntes (enorme, por sinal) para citar Zappa, invencível guerreiro e gênio que atravessou os anos sempre à frente.
Música sem igual, criou uma grande paródia do mundo pop, e dialogou constantemente com todos os gêneros, modas... próximo da música erudita de vanguarda, trouxe dessa elementos os quais, incorporados aos produtos massificados do rock, produziam, no que diz respeito à música, uma experiência de choque, um estranhamento, ao passo que as letras, sempre críticas, traduziam as contradições internas da cultura norte-americana, de cuja estrutura Zappa sempre fopi crítico severo.
"Ship Arriving...", conforme chamávamos, chegou ás prateleiras também de forma estranha, pois há muito não se falava em Frank Zappa; chegou de forma discreta (e os posteriores foram aos poucos sendo lançados, "Them or Us", "Mets Mothers of Prevation", etc) sempre em tiragens muito reduzidas.
Este é um disco fantástico, com os "sucessos" "Ten Age Prostitute", "Valey Girl" e a grande peça "Ship Arriving too late to save a drowning witch"; nas guitarras estão Zappa e Steve Vai ("Envelopes") e sempre os músicos incríveis: Arthur Barrow, Patrick Ohearn, Tommy Mars, Tommy Martin, Chad Wackeman, Ed Man, enfim, a nata zappeana.

Beat, o segundo do par, 1982



A surpresa foi perceber que "discipline" não seria um filho único do novo King Crimsom. "Beat" chegou para nós como que de surpresa (levando-se em consideração que estávamos no Brasil, não havia Internet, as publicações parcas e quase sempre mistificadoras e a crítica musical da época estava"encantada" com bandas do tipo "The Jam", "Bauhaus", "Siuxie.."... "B-52" e "Talking Heads"... mas a surpresa foi de fato surpreendente: Beatnão superava o anterior, era como uma continuação, mais sólida e até mais pop: heartbeat" poderia tocar em qualquer casa noturna, "Neal, Jack and me" não dexava ninguém parado; o King Crimsom não estava somente vivo, estava de fato cumprindo ainda a sua missão: elevar o nível do rock; não era mais o som reflexivo e viajante, era algo que parecia vir das ruas, da loucura urbana, da vida neurótica dos grandes centros (ouvir Neurotika); a capa, a mais suave, por dentro, uma música violentamente lírica, rascante e selvagem, no clima complexo de um novo tempo que aparecia por entre as ruínas do punk e o cortejo de "velhos melotrons e cry babyes".

Agora o "perfect pair": Discipline

Naquele início de década, não havia muitas perspectivas quanto ao destino do chamado Rock Progressivo dos anos 70. Lembro-me de matéria na revista "Som Três" que relacionava como bandas que ainda brilhariam na década inaugural "Dire Streets" e "Yes"; quanto ao primeiro, tudo bem, já estava no rádio há algum tempo e talvez isso desse algum fôlego; sobre o Yes não acreditava, e ouvindo Drama acabei tendo a certeza do meu palpite (mas os caras sempre surpreedem, estão aí até hoje, felizes e melhores!); o King Crimsom para mim estava enterrado desde 1975. De repente vejo na loja este intrigante "discipline" e ouvi na rádio fluminense a fenomenal "Frame by Frame"; loucura, atualíssima, o King Crimsom se apresentava na vanguarda do Rock, com uma linguagem, que em muito superava qualquer outra banda em genialidade; sempre original, não tinha muito a ver com os trabalhos anteriores, isso aparentemente, pois na verdade muitas linhas rítmicas estavam desenvolvidas antes, mas agora ganhavam novos contornos. Adriam Belew trouxe um novo toque, que acrescentou novos coloridos aos arpejos e às escalas de Fripp, formando os dois uma unidade de tons indescritível. E o King Crimsom assim marcava seu retorno, mais poderoso que antes, mais ousado e mais maduro.

King Crimsom "Three of a perfect pair"



King Crimsom é o tipo de banda que dispensa comentários. Aqui temos "Three of a perfect pair", o terceiro de um par perfeito (referência aos anteriores "Discipline" e "Beat". Lembro-me que por volta de 1984 este era por mim um dos discos mais esperados; na verdade, esperávamos três lançamentos: este, um segundo do novo Yes, com Trevor Rabin, e uma seqüência a "Clara Crocodilo", de Arrigo Barnabé, no caso "Tubarão Voadores".
Creio que também esperávamos ansiosamente por um novo "Dregs", do Steve Morse, e acho que na época o que estava nas lojas era o Industry Standart (pelo menos comprei estes vinis na mesma época e com certeza três deles foi ao mesmo tempo.
É um disco fantástico este terceiro do par; o lado A mais "digerível", mais pop, dialogando com a New Wave do momento, embora infinitamente superior em criatividade musicalmente falando, e o lado B mais experimental que os anteriores; trouxe como novidade a terceira parte de Lark Tonges in Aspic, cujas partes anteriores foram lançadas no álbum homônimo de 1973, portanto onze anos antes. Isso demonstrou muito bem a forma como o King Crimsom, ainda que trazendo as referências da múscia de uma década anterior, lança-va cada vez mais ao futuro, como ainda o faz, sempre contemporânea, inventiva, sob a batuta do grande gênio que é Robert Fripp. Tony Levi, Bill Bruford e Andrew Belew completam o time dos anos 80. Um disco imperdível, um disco alucinante, cerebral, autêntico.

John Scolfield "Blue Matter" 1987

Um dos melhores trabalhos fusion do guitarrista John Scofield, aqui acompnhado de músicos como Dennis Chambers, Hiram Bullock e Mitch Forman; virtuosismo e improvisação aqui atingem índices altíssimos de qualidade, em um trabalho muito sofisticado e de grande beleza.






Tracks:

1. Blue Matter
2. Trim
3. Heaven Hill
4. So You Say
5. Now She's Blonde
6. Make Me
7. Nag, The
8. Time Marches On





Personnel:John Scofield, Hiram Bullock (electric guitar)


Mitchell Forman (keyboards)


Gary Grainger (electric bass)


Dennis Chambers (drums)


Don Alias (percussion)

Chuck Loeb "Presence" 2007

Grandes participações em grande disco de Loeb, agora mais atirado nos arranjos e na performance. Sem dúvida um trabalho atual talvez o melhor de sua carreira. Vale a pena ouvir, muito recomendável.
No disco, algumas homenatens importantes: Rikki Don´t Lose That Number, sucesso do Stelly Dan, aparece em arranjo excelente; "Mr Martino" é uma composição dedicada ao mestre Pat Martino, sem dúvida uma das grandes influências da guitarra contemporânea.



Tracklisting:
1. Good To Go (5:18)
2. Rikki Don't Lose That Number (5:38)
3. Window Of The Soul (4:07)
4. Starting Over (6:15)
5. Llevame (4:30)
6. Presence (5:46)
7. The Music Outside (6:08)
8. The Western Sky(5:05)
9. Hangin' With You (4:27)
10. Mr. Martino (4:54)
11. Shed A Little Light (5:24)

Line-Up:-
Chuck Loeb / guitars, keyboards, fender and synth bass, drum and percussion programming-
Lizzy Loeb / flute-
Wolfgang Haffner / drums-
Nathan Ecklund / trumpet and trombone-
Dave Mann / saxophone, flutes and horn arrangement-
Ron "Buttercup" Jenkins / bass guitar-
Will Lee / bass-
Matt King / piano-
Brian Killeen / bass-
Josh Dion / drums and percussion-
Carmen Cuesta / vocals-
Carl Carter / bass-
Mike Ricchiuti / piano and Rhodes-
Till Bronner / trumpet and flugelhorn-
Christian Diener / acoustic bass-
Mitchel Forman / strings and string arrangement-
Andy Snitzer / alto sax-
Tom Schumann / piano-
Brian Dunne / drums

Part01 http://lix.in/1c92e7
Part02http://lix.in/eea01f

chuck loeb Petite Blonde 1992 live

Instigante trabalho, considerado uma das melhores performaces de fusion já produzidas.
O Line-Up dessa banda é incrível: Loeb, Forman (metro), Bill Evans (Milies Davis, John Mclaughlin) Chambers e Victor Bailey (Weather Report, Metro).
Gravado na Alemanha, tem como destaques a preformance de Evans, lembrando bastante os tempos do último Miles Davis, e os solos excelentes de Loeb e Mitch Forman. Um discaço!




Bill Evans - Soprano & Tenor Sax
Chuck Loeb - Guitar
Mitch Foreman - Keyboards
Victor Bailey - Bass
Dennis Chambers - Drums





1. Two Price Hit
2. Brancas Hal
3. Millenium
4. Oh So Hip
5. Daddy's Long Leg
6. The Watcher
7. Captain Brutis

Chuck loeb "All there is" 2002

Mais um grande trabalho do guitarrista Chuck Loeb, no melhor estilo Smouth Jazz.
Sua capacidade de enriquecer a música com detalhes e grandes variações tímbricas de um som bastante limpo e refinado tem levado aLoeb notoriedade e reconhecimento da crítica e do público em geral, admirador de seu talento em transformar hits em grandes instrumentais.
Se você procura um som relaxante e envolvente, pode ouvir este "All There Is"; aos curiosos, avisamos que Chuck Loeb não vai conduzi-los a uma viagem mais atirada em experiências, virtuosismos e complexas harmonias. O terreno aqui é o smouth jazz, soft music (não confundir com musak, por favor) bem elabora e assinada por um múscio extremamente talentoso.
Tracks


1 As Is Loeb 5:16
2 Sierra Nevada Loeb, Mann 4:22
3 True or False Dunne, Jenkins, Loeb ... 5:22
4 Golden Heart Loeb, Loeb, Loeb 5:09
5 Sarao Cuesta, Loeb 5:32
6 Fundamentally Sound Loeb, Loeb 4:48
7 In the Hands Lee, Loeb 5:08
8 Tenerife Blue Ricchiuti 5:19


9 Bread & Butter Loeb 5:28
10 Love Is All There Is

LINKS: part 01 http://rapidshare.com/files/62607767/ChuckLoeb_AllThereIs_1-8_.rar
part 02 http://rapidshare.com/files/62637533/ChuckLoeb_AllThereIs_9-10-cover_.rar

Chuck Loeb "The Music Inside"


Chuck Loeb é um guitarrista fino, versátil e profundo conhecedor de estilos. "The music indide" é um trabalho que exemplifica bem a sua capacidade de transformar temas pops em belíssimas peças, bem arranjadas e com uma sofisticação que agrada bastante.
Com uma vasta experiência como produtor, arranjador, compositor e, especialmente, músico, Loeb tem constrído uma carreira sólida, que acaba por dividir com os alunos da Universidade Estadual de Nova York, onde leciona. Ouça com atenção este "The music inside" e percebe como "vem de dentro" o toque emocional e limpo deste que é um dos mais requisitados guitarristas da atualidade.
Pass: mistical12x

Steve Khan "The Green Field" 2006

Mais um Steve Khan, agora com Patitucci e Dejohnette no line-up. Trio fantástico e jazz com linhas muito profundas de harmonização e improvisos. Um dos melhores trabalhos desse grande guitarrista.


1. El Viñón


2. Congeniality


3. Riot


4. Fist in Glove


5. Cosecha lo que has sembrado


6. Sanctuary/Nefertiti


7. Eronel


8. You Stepped Out of a Dream


9. The Green Field(El Prado Verde)

Steve Khan




Steve Khan é um guitarrista de estilo refinado, cuja técnica desenvolvida surpreende pela qualidade de seus timbres e suas frases bem construídas. É interessante que tenha iniciado na guitarra somente aos vinte anos de idade. Trabalhou, desde 1969, com diversos músicos, entre eles Joe Zawinul, Larry Coryell, Stelly Dan, Bob James, David Samborn, Michael Brecker, Stepps Ahead e muitos mais. Produziu discos de alguns dos mais importantes guitarristas da atualidade, como por exemplo Mike Stern.
Suas influências são, basicamente, o rithm and blues e o fusion.
este Casa Loco, de 1983, apresenta Steve Khan em momento fundamental da carreria, quando começa a apresentar um fusion mais solto, com harmonias mais complexas e elegantes, diferente dos primeiros trabalhos, em que escrevia os arranjos aproveitando os metais e as levadas mais funk. Disco obrigatório!
Steve Khan - Guitars
Anthony Jackson - Bass
Steve Jordan - Drums
Manolo Bradena - Percussion


1. Breakaway

2. Casa Loco

3. Penetration

4. Some Sharks

5. Uncle Roy

6. The Suitcase

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Allman Brothers Band 2003 "Hittin The Note"


Ouvir a Allman Brothers sem o seu lendário guitarrista Dickey Bets sempre foi para mim algo inimaginável, até porque foi o ele o reponsável por manter de pé as grandes linhas do tempo de Duane. Mas o disco é maravilhoso e Derek trucks dá conta do recado. O cara, pudera, nasceu e se criou por ali mesmo...

ECM Promocional CD 1993

Coletânea de trabalhos lançados pela ECM Records trazendo praticamente de tudo um pouco do que lançou para o mundo.
Um verdadeiro presente para os amantes deste selo que se tornou referência da música contemporânea pela superação de fronteiras, pela reunião de músicos de origem e estilo distintos; a busca do novo, de novas possibilidades do jazz tornaram a ECM uma verdadeira usina de criação artística, a começar pelas capas, sempre sugestivas e abertas à expressão plástica.

01-Sidekicks _ John Abercrombie.mp3
02-What Game Shall We Play Today _ Gary Burton & Chick Corea.mp3
03-Smatter _ Kenny Wheeler.mp3
04-Twister _ Marc Johnson's Bass Desires.mp3
05-Chorus Part VII _ Eberhard Weber.mp3
06-Homecoming _ Dave Holland Quintet.mp3
07-Palacio De Pinturas _ Egberto Gismonti.mp3
08-Bright Size Life _ Pat Metheny.mp3
09-Funky AECO _ Art Ensemble Of Chicago.mp3
10-Another Year _ Steve Tibbetts.mp3
11-New Orleans Strut _ Jack DeJohnette's Special Edition.mp3
12-Drinking Music _ The Carla Bley Band.mp3
13-Misson_ to be where I am _ Jan Garbarek Group.mp3
14-Chaser _ Terje Rypdal.mp3
15-Landscape For Future Earth _ Keith Jarrett.mp3

As falls, so fall, witchita falls



Há tempos estamos para postar este que é um belíssimo trabalho lançado pelo selo ECM, da dupla Pat metheny e Lyle Mays.
É um trabalho solo no qual estão evidentes todos os processos de composição dos dois músicos: arranjos que unem partes que poderiam ser distintas mas que acabam por complementar a idéia do outro. "As Falls.." é uma longa composição cujo tema é simplesmente cinematográfico... "Ozark" tem um dos temas para piano mais bonitos executados por Mays, com solo brilhante e arranjo de guitarras maravilhoso. "September Fifteenth" é um um melancólico em que piano e guitarra acústica se entregam em uma homenagem ao pianista Bill Evans; melancólico, lírico, capaz de tocar tão profundamente o coração que chego a afirmar que aqui a música atinge um dos seus pontos máximos de expressão do que seja o humano."It´s for you" é uma daquelas levadas folk que envolvem e nos levam a paisagens vistas de uma janela, em longos retões de uma estrada, simplesmente viajante; "Estupenda Graça" vem com Naná Vasconcelos no vocal em tema de pura beleza. Um disco fantástico!

Pat Metheny Offramp

Offramp é um dos trabalhos mais importantes da carreira de pat Metheny exatamente por ser nele que o guitarrista introduz guitarras sintetizadas e também seu mergulho nos ritmos brasileiros.
Também é importante por ser um dos primeiros trabalhos em que introduz a voz em seus arranjos. Naná Vasconcelos foi o reponsável por isso. "Are you going with me", "The bat" "Au lait" e "James" são trabalhos excelentes, valorizando sempre os teclados de Lyle Mays e as guitarras. "James", por exemplo, explora toda a expressão jazzística e improvisação em cima de um tema de fácil percepção, envolvente, que se abre como melodia até atingir níveis quase que narrativos, com uma estruta de introdução, desenvolvimento e conclusão, clímax, etc, uma característica dos trabalhos desenvolvidos por Pat. É um dos mais belos trabalhos de sua discografia.

Trilok Gurtu - Crazy Saints 1993




Trilok Gurtu é um daqueles músicos que conseguem estar sempre bem informados e tocando com o que há de melhor no que diz respeito ao Jazz moderno. Em sua bagagem estão trabalhos com Ralph Towner, John Mclaughlin e tantos outros, o que o faz ser um dos mais requisitados instrumentistas da atualidade. Indiano, consegue trazer para a música ocidental todas as referências possíveis da tradição oriental, com uma grande versatilidade e virtuosismo. Sua execução vocal também é um destaque do seu trabalho. Aqui ele reúne, entre outros, Pat Metheny e Joe Zawinul, formando um line-up fantástico.

Trilok Gurtu drums, tabla, voice, dol, kanjira, percussion

Daniel Goyone piano, keyboards

Shobha Gurtu voice
Pat Metheny guitar, guitar synthesizer
Joe Zawinul keyboards, piano
Louis Sclavis bass clarinet, clarinet, soprano saxophone
Ernst Reijseger cello


Marc Bertaux bass





Manini (Trilok Gurtu, Daniel Goyone) ::


Tillana (traditional, arranged by Daniel Goyone and Trilok Gurtu)::


Ballad For 2 Musicians (Joe Zawinul) ::


The Other Tune (Joe Zawinul)::


Blessing In Disguise (Trilok Gurtu)::


Crazy Saints (Trilok Gurtu, Daniel Goyone) ::


No Discrimination (Trilok Gurtu)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Pat Metheny "New Chautauqua"

Em 1978, Pat Metheny produz este trabalho solo, no qual toca todos os instrumentos, guitarras de 6 e 12, baixo, compõe e tudo o mais.
Refrescante, viajante, do melhor Metheny de um tempo em que suas linhas linhas percorriam a Folk Music e o Jazz em cruzamentos muito estimulantes, com resultados extremamente agradáveis e novos.


1. New Chautauqua
2. Country Poem
3. Long Ago Child / Fallen Star
4. Hermitage
5. Sueño Con Mexico
6. Daybreak

Lee Ritenour "Smoke N' Mirrors" 2007

Muito a se falar sobre o guitarrista Lee Ritenour. Dono de um estilo extremamente limpo e melódico, com influências múltiplas, que vão desde Wes Montgomery a Jeff Beck, Ritenour transita muito bem entre o Jazz tradicional, Fusion e mesmo Rock, tendo participado de gravações antológicas, entre elas "The Wall", do Pink Floyd e "Aja", do Stelly Dan".
Neste seu último trabalho, Ritenour mergulha nas raízes da música africana, trabalhando com músicos da África do Sul, República dos Camarões, em especial o vocalista Zamajobe, uma das grandes revelações da música Sul Africana.
No trabalho também está presente a sua especial atenção à música brasileira, namoro que vem desde os tempos de "Harlequin", de 1986, álbum em parceria com o amigo Dave Grusin e que arrebatou vários Grammys. Participam das gravações deste "moke N´Mirrours" Vinnie Colayuta, Patrice Rushen, Dave Grusin, Brian Bromberg, John Patitiucci, Abrahan Laboriel e Richard Bona, Alex Acuna, Paulinho da Costa, Sheila E. e o indiano Satnam Ramgotra, na Tabla.
Disco muito bom, no qual fica evidente o trabalho de Ritenour como arranjador, guitarrista e compositor, aberto para a música do mundo.
1. Smoke N' Mirrors
2. Capetown
3. Southwest Passage
4. Waterz Edge
5. Blue Days
6. Spellbinder
7. Memeza
8. Povo
9. Lovely Day
10. Township
11. Forget Me Nots
12. Stone Cool
13. Motherland
14. 4 1/2 Storm
Pass: levente

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Pat Metheny "Passaggio per ll Paradiso"

Trilha sonora original composta e executada por Pat Metheny
Passaggio Per il Paradiso (1996, drama, 93 min)
Direção: Antonio Baiocco Roteiro: Antonio Baiocco e Fabrizio Bettelli Produção: Massimo Cristaldi Co-Produção: David Bowie e Wieland Schulz-Keil
Trilha: Pat Metheny Cristaldi Pictures / Garguantua / Italian Intl. Film / MC4
Elenco e Participações: Tomas Arana, Julie Harris, Tchéky Karyo
Detetive particular Italiano (Arana), viajando de carro seguindo um casal, acaba fazendo amizade com uma americana (Harris) que resolve ajudá-lo se ele levá-la para o seu destino. Uma grande amizade floresce pelo caminho e o detetive acaba enxergando sua própria vida de forma diferente.
Nova parceria de cinema com David Bowie.


1. Theme From 'Passaggio Per ll Paradiso'
2. Marta's Theme
3. The Roads Of Marche
4. Marta's House Story
5. Wolf Story
6. Marta's Stag Story
7. Learning On The Road
8. Private Eye
9. Marta On The Bus, Marta In The Fields
10. Remembering Home, Meeting The Kids
11. Renato's Theme
12. Finale (It's Always Worth The Trouble)
13. Don't Forget - (Renato's Theme)

Zbigniew Namyslowski Quartet 1966



Esse é um presente para o nosso amigo Marcelo Ringel, saxofonista da Banda Central Scrutinizer, que toca Frank Zappa e que em breve estará aqui no blog em matéria especial.
E para os desavisados, queremos aqui ressaltar que não nos envolvemos com essa de que múscia moderna é que se faz hoje, no século XXI, ou de 90 para cá. Entendemos a modernidade como um processo (depois falaremos sobre pós-modernidade, mas não é o caso aqui), um jogo de diálogos, cruzamentos, e o tempo não é condição. O poeta Augusto de Campos nos afirma que "há muito velho que é mais novo que o mais novo novo"; fazemos nossas essas palavras e sempre postaremos a música, acima de tudo a música que nos comove, que ensina, que nos convida a ir além... imagine se pensássemos que Bach, Beethoven, Stravisnky, Ravel, Debussy, Miles Davis, Basie, Jimmy Hendrix envelhecessem, perdessem sua atualidade, e tivéssemos que nos virar ouvindo qualquer porcaria que a midia nos empurra, para nos sentirmos "modernos".
Bem, isso não é polêmica alguma. Milhões pensam assim, por isso a comunidade blogueira assume essa tarefa de manter ideais, sonhos, prazeres, gostos, ideologias, tudo isso vivo em páginas de músicas e links.
Zbigniew Namyslowski - alto sax
Adam Matyszkowicz - piano
Janusz Kozlowski - bass
Czeslaw Bartkowski - drums
SIDE A
1. SIODMAWKA (SEVEN-FOUR BARS) 8.05
2.OZPACZ (DESPAIR) 6.10
3. STRASZNA FRANKA 10.55
SIDE B
1. CHRZASZCZ BRZMI W TRZCINIE 9.00
2. MOJA DOMINIKA (MY DOMINIQUE) 7.10
3. SZAFA (THE WARDROBE) 7.10
4. LOLA PIJACA MIOD (MEAD DRINKER LOLA) 1.30

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Bill Frisell, Paul Motian, Joe Lovano

Bill Frisell é um dos guitarristas cujo estilo é inconfundível, seja pela sonoridade como pela forma de execução, sempre incomum, diferente, com rara beleza e criatividade.
Os efeitos que cria na guitarra tem um sentido estético, ampliando possibilidades significativas, não se tratando, portanto, de uma simples necessidade tímbrica. Ligado à vanguarda nova yorquina nos anos 80, Frisell já vinha desenvolvendo o seu trabalho na gravadora ECM, participando de vários grupos, sempre preservando o seu estilo. Joe Lovano, saxofonista considerado um dos melhores tenoristas da atualidade, deu as caras aqui no Brasil, no TIM Festival deste ano, em grande apresentação. Amigo de Frisell desde os oitenta em, em sua convivência em Nova York, desenvolve um estilo calcado na melhor tradição do Tenor: Coleman Hankins, Sonny Rollins; Paul Motion também freqüentou assiduamente a cena nova yorquina.
Aqui é trabalho de 1993, reunindo esses três músicos fantásticos: Paul Motion (Drums) e Joe Lovano (sax), muito bonito por sinal.

01/ Cambodia
02/ Wednesday
03/ Onetwo
04/ Whirlpool
05/ In Remembrance of Things Past
06/ K.T
07/ This Nearly was Mine
08/ Party Line
09/ Light Blue
10/ Time and Time Again

Pat Metheny e Charlie Haden

Mais um trabalho de Pat Metheny, acompanhado do baixista Charlie Haden.
O Subtítulo "Short stories" é bem interessante: as composições podem ser percebidas como uma reunião de contos sobre as paisagens do Missouri, local de retorno do guitarrista, caminho de volta às origens, despojado, debaixo do céu, sua proteção.
De fato esse tipo de trabalho vem oxigenar a obra de Metheny, dexintoxicá-lo um pouco da ambiência exaustiva do trabalho com seu grupo; interessante que seu parceiro para essas viagens quase sempre é o amigo Charlie Haden, sem dúvida um dos músicos mais requisitados do cenário do jazz. Charlie toca com todo mundo: Ornette Colleman, Egberto Gismonti e tantos mais... com Pat forma parcerias incríveis, desde "80/81", "Rejoicing", "Song X"... esse é mais um trabalho que vale a pena ouvir no carro, na sala, buscando o silêncio e a atenção para os detalhes.
Charlie Haden (bass);
Pat Metheny (various instruments, acoustic guitar).

01.Waltz For Ruth
02.Our Spanish Love Song
03.Message To A Friend
04.Two For The Road
05.First Song
06.The Moon Is A Harsh Mistress
07.The Precious Jewel
08.He's Gone Away
09.The Moon Song
10.Tears Of Rain
11.Cinema Paradiso (Love Theme)
12.Cinema Paradiso (Main Theme)
13.Spiritual


Airto, Flora e Joel Farrell "Three Way Mirror" 1987

Um dos últimos trabalhos do saxofonista Joe Farrell, compnaheiro de Airto e Flora na primeira formação do Return to Forever, do Chick Corea. Sobre o disco, reproduzimos aqui uma matéria de 1988 escrita por Aramis Millarch, publicado originalmente em tablóide do "Estado do Paraná":

"A bela foto que Vilma fez para Airto e Flora"

Como a coluna foi a primeira a noticiar que uma foto de Vilma Slomp foi escolhida para ilustrar o novo disco americano de Airto e Flora Purim, justo que se complemente a informação com a ilustração: no início de janeiro, a Reference Recordings, de San Francisco, colocou nas lojas dos Estados Unidos, em edição convencional e também em digital (compact disc) o "Three Way Mirror", título deste novo trabalho dos artistas brasileiros que, no próximo dia 4 de abril, iniciam sua temporada no Brasil com um concerto no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto. O álbum é dedicado ao saxofonista Joel Farrel (1937-1986), que teve gravação ao vivo do disco, no Califórnia Civic Auditorium, na noite de 5 de maio de 1985, uma de suas mais notáveis participações no final de sua vida. Geoffrey Nelson, diretor de artes da Reference Recordings, trabalhou sobre a foto colorida de Wilma Slomp - feita em agosto de 1986 quando Airto e Flora passaram por Curitiba, numa criação em que se intercambeia também a imagem de Farrel, saxofonista, flautista e compositor - um dos grandes instrumentistas do jazz contemporâneo. Álbum de capa dupla, luxuosa apresentação, em seu interior foram utilizadas fotos de Ed Mangus, sobre Farrel e os quatro outros instrumentistas que participaram da gravação: o pianista e percussionista Kei Akagi, o baixista Mark Egan, os guitarristas Randy Tico e José Neto. Como viajam muito - tanto nos Estados Unidos como Europa - Airto e Flora trabalham com inúmeros instrumentistas. Por exemplo, do grupo que os acompanhará na excursão brasileira, em abril, o único profissional que aqui esteve, com eles, há dois anos, é o pianista e arranjador Marcos Silva - com quem aliás Airto se afiniza muito bem e tem desenvolvido inúmeros projetos. A temporada brasileira de Airto e Flora coincidirá com o lançamento de um novo disco de Flora, produção de Airto - com o título "Midnight Sun", homenagem a belíssima canção de Johnny Mercer, Lionel Hampton e Sonny Burke, que foi sucesso na voz de Ella Fitzgerald há mais de 20 anos. Flora neste novo álbum - produção que custou mais de US$ 30 mil (US$ 15 mil dos quais bancados pelo próprio Airto), contratada pela Som Livre, homenageia não só Ella Fitzgerald (que por três anos foi por ela destronada do primeiro lugar na lista das melhores cantoras do "jazz poll" da "Down Beat"), mas também Billie Holiday (1915-1959), com a gravação de um de seus maiores sucessos, "Good Morning, Heearthake" (Erwin Drake - Dan Fischir - Irene Higginbothers). De princípio, não há negociações para que "Three Way Mirror" tenha lançamento no Brasil - ficando assim mais este belo álbum, ao lado de tantos outros gravados por Airto e Flora, inédito para o nosso público. O que é uma pena, pois no mesmo estão novas composições como "Treme Terra" - de Flora, Airto e José Neto, uma regravação de "São Francisco River" (Airto / Flora), a "Misturada", só de Airto e três composições de Mark Egan: "The Return", "Three Way Mirror" e "Plane to the Trane", estas duas últimas apenas instrumentais. O álbum é completado com "Lília", de Milton Nascimento - também instrumental. Flora, com um vocal aprimorado, participa das faixas "Treme Terra", "São Francisco River" e "The Return". Na contracapa interna, Flora e Airto escrevem sensíveis mensagens de admiração ao amigo Joe Farrel. Para Flora, Joe foi o músico que mais profundamente a tocou e "eu agradeço por ele ter enriquecido minha vida com seu conhecimento e entendimento". Já Airto diz que Farrel foi o mais completo saxofonista que encontrou em sua carreira. "Ele era o único que podia tocar tenor, soprano e flauta com toda perfeição e eu adorava seu senso de humor".
Airto Moreira vocals, drums, percussion
Flora Purim vocals
Joe Farrell soprano & tenor saxophones, flute, percussion
Kei Akagi piano, percussion
Jose Neto guitar
Randy Tico acoustic bass guitar
Mark Egan bass, percussion
Mike Shapiro percussion
Tony Gordin percussion

Tracks
Treme Terra:
Misturada (Mixing)::
Return, The::
Three Way Mirror::
Sao Francisco River::
Comecar De Novo::
Lilia::
Plane To The Trane

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Pat Metheny "The Way Up"



1. Opening
2. Part 1
3. Part 2
4. Part 3

The Way Up representa, dentro dos trabalhos do guitarrista Pat Metheny , por ele mesmo, "nossa mais ambiciosa composição produzida para um grupo"- uma música somente, brilhante, de 68 minutos composta em partes por Metheny e seu colaborador em 28 anos, Lyle Mays. Metheny comparou a criação de The Way Up com a produção de um filme, e a esse respeito, de fato percebemos como que uma viagem entre sons e efeitos, partes suaves e outras mais violentas, um grande trabalho cujo arranjo exigiu esforço para a sua execução.
É o que podemos chamar de aventura musical: harmonias complexas, dinâmicas acentuadas e improvisos sem limites, executados por músicos que impressionam pelo domínio que exercem sobre os seus respectivos instrumentos. Steve Rodby (baixo) retorna ao grupo e apresenta a mesma pegada e senso melódico, sendo as suas linhas o centro da composição; Lyle Mays permanece o músico brilhante e competente, capaz de criar grandes "climas" com os teclados; na bateria Antonio Sanchez, perfeito. Destaques também para os músicos adicionais, o brilhante trumpetista e vocalista Cuong Vu, e os não menos espetaculares Grégorie Maret e Nando Lauria.
"The Way Up" é mais um trabalho que rompe novos caminhos à música de Pat Metheny, algo que incorpora elementos oriundos de vários estilos, que desenbocam na sua técnica e versatilidade, sempre abertas a novas experiências, sem perder o seu carcaterístico feeling. Discaço!
password: tekk

domingo, 9 de dezembro de 2007

Airto Moreira 1993

Os trabalhos lançados por Airto Moreira e Flora Purim se caracterizam, entre outras coisas, pela presença de grandes músicos do cenário jazzístico. Aqui não poderia ser diferente: Herbie Hancock, Chick Corea, Stanley Clarke, Hiram Bullock, Mark Egan reunidos à percussão internacional do brasileiro, a mais solicitada do meio artístico norte-americano. Um músico que soube levar para fora os ritmos nacionais e devorou toda a essência do jazz. O resultado é mais um trabalho fascinante e imperdível... e como sempre "with a little help for ours friends.." E de fato o time dá uma mão e tanto! Fantástico! Hiram Bullock, Clarke e mais esse dois monstros do teclado arrebentam, mas é importante ressaltar o trabalho do baixista Marck Egan, companheiro de Airto da Gil Evans Orchestra, dos últimos tempo do velho parceiro de Miles Davis.

Flora Purim Vocals, Producer
Hiro Homma Inspiration
Daniel Protheroe Engineer
Stanley Clarke Bass (Electric), Bass (Acoustic)
Hiram Bullock Guitar, Guitar (Electric)
Gary Meek Saxophone, Sax (Tenor), Sax (Soprano)
Mark Egan Bass (Electric), Fretless Bass, Guitar (Electric)
Gary Edwards CD Art Adaptation, Illustrations, Concept
Herbie Hancock Keyboards, Fairlight, Piano
Chris Lewis Engineer
Chick Corea D-50, Clavinet, Fairlight, Korg M1, Synthesizer, Piano, Keyboards
Steve Hart Overdub Assistant
Anders Johansson Engineer

Airto Moreira Cymbals, Vocals, Percussion, Metal Percussion, Drums, Main Performer, Engineer


Tracklist
1Banana jam(Mark Egan - Chick Corea - Airto Moreira - Flora Purim)
2Be there(Herbie Hancock - Stanley Clarke - Airto Moreira)
3Killer bees(Mark Egan - Hiram Bullock - Chick Corea - Airto Moreira)
4City sushi man(Mark Egan - Hiram Bullock - Chick Corea - Airto Moreira)5See ya later(Mark Egan - Chick Corea - Airto Moreira)
6Nevermind(Herbie Hancock - Stanley Clarke - Airto Moreira)
7Communion(Herbie Hancock - Stanley Clarke - Airto Moreira)
8Nasty moves(Mark Egan - Hiram Bullock - Airto Moreira)
9Chicken in the mind (Mark Egan-Chick Corea- Airto Moreira)
Links

JOHN ABERCROMBIE QUARTET


Abercrombie Quartet é uma formação de 1981. Aqui o guitarrista demonstra toda a sua técnica em improvisos magistrais, de puro jazz, sempre se utilizando da semiacústica, com um timbre bastante puro emuita reverberação. Um ótimo disco.
John Abercrombie/ electric and acustic guitar
Richard Beirach/ pianos
George Mraz/ bass
Peter Donald/ drums
01/ Boat Song0
02/ M
03/ What Are The Rules
04/ Flash Back
05/ To Be
06/ Veils
07/ Pebbles

Ralph Towner Blue Sun (1983)

Mais um solo do Ralph Towner, aqui esbanjando talento não apenas na guitarra acústica, mas também nos teclados. E ele é muito bom tecladista. Nos trabalhos gravados com o "Oregon", sempre deixou evidente a sua técnica com teclas; aqui a coisa se estende aos instrumentos de sopro e percussão, mostrando-nos o multiinstrumentista, além do compositor e arranjador, enfim, um dos mais completos músicos do planeta.


Ralph Towner: 12-string And Classical Guitars, Piano, Prophet 5 Synthesizer, French Horn, Cornet, Percussion


Producer - Manfred Eicher


Recorded in December 1982 at Talent Studio, Oslo.



1 Blue Sun
2 The Prince And The Sage
3 C.T. Kangaroo
4 Mevlana Etude
5 Wedding On The Streams
6 Shadow Fountain
7 Rumours Of Rain

Jan Garbarek e Terje Rypdall Esoterik Circle

Em 1969, o sax de Garbarek se une à guitarra de Rypdall em trabalho excelente e inaugural de uma série de outros antológicos. Aqui já está definido o estilo dos dois músicos e são revelados para o mundo uma nova forma de execução do instrumento, bastante pessoal, e um estilo que não descarta as suas origens no norte da Europa. Muito bonito o trabalho.


Jan Garbarek Tenor sax
Terje Rypdal Guitar
Arild Anderson Bass
Jon Christensen Drums

Tracks
Traneflight::
Rabalder::
Esoteric Circle::
Vips:: SAS 644::
Nefertite:: Gee::
Karin's Mode::
Breeze Ending

Links (320)

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Jan garbarek Quartet 1993 Twelve Moons


O grande saxofonista Jan Garbarek acompanhado de Eberhard Weber no baixo, Rainer Bruninghaus nos teclados, and Manu Katche na bateria. Excelente trabalho de pura interpretação.

01 - Twelve moons
Part One: Winter-Summer
Part Two: Summer-Winter
02 - Psalm
03 - Brother wind march
04 - There were swallows...
05 - The tall tear trees
06 - Arietta
07 - Gautes & Margjit
08 - Darvanan
09 - Huhai
10 - Witchi & Tai & To
Part II http://rapidshare.com/files/27045035/JG_Twelve_Moons_Mp3_by_Axis.part2.rar


sábado, 8 de dezembro de 2007

FLORA PURIM open your eyes you can fly

Este foi o disco que comemorou a liberdade de Flora Purim nos EUA, presa anos anos por porte de drogas. "Abra os seus olhos, você pode voar" de fato remete a uma experiência musical sem limites e é o melhor disco de Flora, reconhecida cantora brasileira no cenário do Jazz, ganhadora de Grammy Awards em época na qual concorriam grandes Divas da música norte-americana.
Participam das gravações Ron Carter, Hermeto, Airto, Alphonso Johnson (que executa uma das linhas de baixo mais incríveis que já ouvi, em "Open your eyes you can fly"), George Duke, Egberto, David Amaro.
Logo nas três primeiras faixas, composições de Chick Corea, grande amigo que a lançou como cantora na primeira fase do "Return to Forever", com dois belíssimos trabalhos, "Return to Forever" e "light as a Father"; "Sometime Ago" é uma regravação, em outro ritmo; "San Francisco River" foi primeiramente gravada no disco "Fingers", de Airto, e aqui ganha novo arranjo, muito bom; "Ina´s song" é uma belíssima canção, que deixa vazar a saudade do Brasil... alguns brasileiros ainda não deram importância ao trabalho de Flora Purim, desconhecendo o seu valor; não perceberam a força que ressalta de cada um dos álbuns, como uma resistência em um meio que poderia ser hostil, mas que foi dobrado pleo talento que apresentou, e pela ousadia como enfrentou os seus problemas. É importante lembrar que, no episódio da prisão de Flora, outros músicos, monstros sagrados do Jazz, poderiam ter "dançado", mas ela foi corajosa a ponto de não jogar mais outros na fogueira. Cumpriu a sua pena, gravou inclusive quando esteve presa ("Butterfly Dreams", com Airto, George Duke, David Amaro, Stanley Clarke, uma belo disco onde mostra seu talento na improvisação vocal), livrou-se e entregou para nós este "Open yous eyes you can fly". Abra , portanto, seus olhos e a sua mente e vôe neste trabalho fantástico.

01 - Open your eyes you can fly
02 - Time's lie
03 - Sometime ago
04 - San Francisco river
05 - Andei (I walked)
06 - Ina's song (trip to Bahia)
07 - Conversation
08 - White wing black wing

Personnel includes: Flora Purim (vocals); Hermeto Pascoal (flute, electric piano, harpsichord, percussion, background vocals); George Duke (electric piano, Arp & Moog synthesizers, background vocals); David Amaro (acoustic, electric & 12-string guitars); Egberto Gismonti (acoustic guitar); Alphonso Johnson (acoustic & electric basses); Ron Carter (acoustic bass). E tem mais: Nudgu Chanclair, Robertinho Silva, Luis Alves.

Ralph Towner, Naná Vasconcelos, Arild Andersen




Mais um trio da pesada, com aquelas formações que somente a ECM conseguiu realizar. Ralph Towner e Naná Vasconcelos trabalharam juntos no "Sol do meio dia", do Egberto. Uma admiração mútua que redundou neste encontro fantástico, mediado por Arild Andersen. Um belo disco, cheio de detalhes e timbres riquíssimos, delicadeza e grande estilo.






01 If You Look
02 Svev
03 For All We Know
04 Backé
05 The Voice
06 The Woman
07 The Place
08 The Drink
09 Main Man
10 A Song I Used To Play
11 Far Enough
12 Jonah

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Ralph Towner e John Abercrombie "Sargasso Sea"

Ralph Towner é um guitarrista e pianista dos mais interessantes do cenário do jazz; Abercrombie, pela sua versatilidade, também. A união dos dois é algo consequente, pois visitam os mesmos cenários músicais, embora cada um com seu estilo, ambos inconfundíveis.
Para nós, brasileiros, interessa ouvir esses dois guitarristas que, cada um a sua maneira, foi ao encontro da nossa música, por vias distintas (mais recentemente o trabalho de Abercrombie com a violonista e cantora Badi Assad).
Neste trabalho, técnica, virtuosismo e beleza de interpretação ressaltam aos ouvidos com perfeição, uma performance clara (ouçam "Sargasso Sea") que define bem esse trabalho como dos mais significativos lançados pelo selo ECM. Vale conferir.

1. Fable
2. Avenue
3. Sargasso Sea
4. Over And Gone
5. Elbow Room
6. Staircase
7. Romantic Descension
8. Parasol

Pat Metheny - Secret Story - 1992

"Secret Stories" é um trabalho solo. Nele, composições intimistas, algumas muito melancólicas, que perfazem um momento importante da carreira e até da vida particular de Pat Metheny. Surpreendente a capacidade criativa desse guitarrista, sempre nos emocionando, seja com seus temas líricos e sentimentais, seja pelo virtuosismo e até cerebralismo em alguns de seus trabalhos (Song X é um deles); aqui "Secret Stories" há uma colagem de episódios musicais, viagens ao oriente, ao interior do Texas, ao fundo da alma (escutem "Antonia" e vejam que não estou mentindo), retalhos de uma experiência, de puro acatamento das forças da vida, por vezes alegres, por vezes trágicas, afinal, quem pode detê-las?
Pat conseguiu aqui mostrar uma travessia pela vida e traduziu tudo em harmonias, melodias, solos e arranjos. Tudo perfeito. E o interessante é que trouxe para a gravação uma reunião de músicos que com ele, ao longo de mais de uma década, participaram dessa escrita da vida: Mays, Danny, Naná, Thielemans, Steve Rodby, Charlie Haden, Paul Vertigo, Gil Goldstain, Will Lee, verdadeiros colaboradores que fizeram dessa "Estória Secreta" um livro de páginas da vida.

1. Above The Treetops
2. Facing West
3. Cathedral In A Suitcase
4. Finding And Believing
5. The Longest Summer
6. Sunlight

7. Rain River
8. Always And Forever
9. See The World
10. As A Flower Blossoms (I Am Running To You)
11. Antonia
12. The Truth Will Always Be
13. Tell Her You Saw Me14. Not To Be Forgotten (Our Final Hour)


Armando Marcal Percussion
Lyle Mays Piano
Sammy Merendino Drums
Pinpeat Orchestra Vocals
Steve Rodby Bass, Bass (Acoustic), Assistant Producer, Bass (Electric)
Toots Thielemans Harmonica
Paul Wertico Drums
Steve Ferrone Drums
Andrew Findon Flute
Charlie Haden Bass, Bass (Acoustic)
Anthony Jackson Guitar
Ted Jensen Mastering
Skaila Kanga Harp
Mark Ledford Vocals
Will Lee Bass (Electric)
Naná Vasconcelos Percussion, Vocals
Gil Goldstein Piano, Conductor, Accordion, ?, Transcription
Jeremy Lubbock Arranger, Conductor
Tom "Bones" Malone Trombone
Ryan Kisor Trumpet, ?, Flugelhorn
Mike Metheny Trumpet, ?, Flugelhorn
Michael Mossman Trumpet, ?, Flugelhorn
Akiko Yano Vocals, Lyricist
David Taylor Trombone (Bass)
John Clark French Horn
Dave Bargeron Trombone, Tuba
Haydn Bendall Engineer
Danny Gottlieb Cymbals,
Pat Metheny Synthesizer, Piano (Electric), Pika, Electric Percussion, Electric Sitar, Keyboard Bass, Main Performer, Sitar (Electric), Producer, Guitar (Synthesizer), Keyboards, Bass (Electric), Guitar (Acoustic), Piano, Guitar (Electric), Percussion, Guitar
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Pat Metheny Group "Travels"

"Travels" é o excelente álbum do PMG ao vivo, lançado em 1982, contando com a participação do percussionista Naná Vasconcelos, primeiro a "colocar" voz nos trabalhos do guitarrista.
"Are you going with me", do disco Offramp, abre com aquele solo que se tornou antológico na guitarra sintetizada, verdadeira obra de arte na qual Pat escreve um texto narrativo, com introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão, uma múscia que reflete bem a pesquisa de ritmos brasileiros empreendida por essa época; "Phase Dance" é um clássico dos estudantes de guitarra, todos que buscam o fusion passam por ela, uma escritura que se tornou fundamental; "San Lorenzo" está estupenda, perfeita na execução e no arranjo, muito obediente ao original. Vale conferir a performance do tecladista Lyle Mays, exuberante. A banda está afiadíssima.
Pat Metheny (synthesizer, guitar)
Lyle Mays (autoharp, piano, organ, synthesizer)
Steve Rodby (synthesizer, acoustic & electric basses)Dan Gottlieb (drums)
Nana Vasconcelos (vocals, berimbau, percussion)
disc 1:
1. Are You Going With Me?
2. Fields, The Sky, The
3. Goodbye
4. Phase Dance
5. Straight On Red
6. Farmer's Trust
disc 2:
1. Extradition
2. Goin' Ahead - (with As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls)
3. Travels
4. Song For Bilbao
5. San Lorenzo
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pat Metheny Group "We Live Here"

Considerado um disco mais "pop", We Live Here é um trabalho em que Pat Metheny se utiliza de elementos rítmicos eletrônicos misturados aos acústicos; as linhas vocais continuam sendo bem utilizadas, de modo que o que se alcança é a universalização: sem fronteiras, abrindo-se a todas as perspectivas possíveis. Um disco dançante até, mas sem abrir mão da sofisticação e arranjos que valorizam a improvisação, quase sempre a cargo das guitarras e dos teclados. Se não é o disco impredível de Pat Metheny, não se pode dizer que não é dos melhores. Aliás, aqui o que vale é o gosto, mas sem dúvida é um Pat metheny mais "ouvível" para os menos exigentes.
Pat Metheny (guitar, guitar synthesizer)
David Blamires (vocals)
Mark Ledford (vocals, whistles, flugelhorn, trumpet)Lyle Mays (piano, keyboards)
Steve Rodby (acoustic & electric basses)
Paul Wertico (drums)
Luis Conte (percussion).
Additional personnel
Dave Samuels (cymbals)
Sammy Merendino (drum programming)
1_ Here To Stay
2_ And Then I Knew
3_ Girls Next Door, The
4_ To The End Of The World
5_ We Live Here
6_ Episode D'Azur
7_ Something To Remind You
8_ Red Sky
9_ Stranger In Town



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The gary Burton Quintet With Eberhard Weber



Um dos grandes trabalhos de gary Burton, aqui com seu quinteto e mais o baixista Eberhard Weber. A curiosidade é ser este um dos primeiros trabalhos com a participação do guitarrista Pat Metheny, praticamente estreando em gravações. Um grande disco com excelentes composições: "Mevlevia" é um tema lírico, cuja linha é muito bem desenvolvida pelo vibrafone de Burton para em seguida o solo de Pat Metheny ser executado com extrema beleza e simplicidade; a utilização de dois baixistas, Steve Swallow e Eberhard Weber criam um clima rítmico impressionante. Enfim, é um trabalho fundamental.



Gary Burton / vibraharp
Mick Goodrick / guitar
Pat Metheny / guitar, electric 12 string guitar
Steve Swallow / bass
Bob Moses / percussion
Eberhard Weber / bass

01/ Mevlevia (Mick Goodrick)
02/ Unfinished Sympathy (Mike Gibbs)
03/ Tunnel of Love (Mike Gibbs)
04/ Intrude (Mike Gibbs)
05/ Silent Spring (Carla Bley)
06/ The Colours of Chloë (Eberhard Weber)

Terje Rypdal, Jack Dejohnette e Miroslav Vitous

"To be Continued" é um disco de rara beleza. As guitarras de Terje Rypdal se ocupam de efeitos distorcidos, sustain e delays que cobrem o espaço, insinuando um colorido etéreo; a bateria de Johanette totalmente solta, preenche quaisquer espaços e o contrabaixo de Miroslav Vitous, com o arco, desenve temas intrincados e por vezes sombrios. Um disco muito bom, que mergulha profundo no universo sonoro do jazz com total liberdade. Excelente!

Terje Rypdal : electric guitar, flute (on 5)
Miroslav Vitous : acoustic bass, electric bass, piano (on 3)
Jack DeJohnette : drums, voice (on 7)
1. Maya (6:17) [Terje Rypdal]
2. Mountain In The Clouds (4:57) [Miroslav Vitous]
3. Morning Lake (Miroslav Vitous]
4. To Be Continiued (9:11) [Jack DeJohnette]
5. This Morning (5:22) [Vitous, Rypdal, DeJohnette]
6. Topplue, Votter & Skjerf (3;47) [Terje Rypdal]
7. Un Composed Appendix (1:50)

Lyle Mays, Marc Johnson, DeJohnette "Ficcionary"



"Ficcionary" é o trio formado por Lyle Mays, Jack DeJohnette e Marc Johnson. Virtuosismo e criatividade marcam este trabalho. Dejonette aparece aqui demonstrando porque é um dos mais importantes bateristas da atualidade.
Jazz de primeira, vale a pena dedicar algumas horas para ouvir "Bill Evans", composição em que novamente Lyle Mays declara a sua paixão pela obra desse grande pianista.
Lyle Mays piano
Marc Johnson acoustic bass
Jack DeJohnette drums
01. Bill Evans
02. Fictionary
03. Sienna
04. Lincoln Reviews His Notes
05. Hard Eights
06. Something Left Unsaid
07. Trio 108. Where Are You from Today
09. Falling Grace
10. Trio 2
11. On The other hand
Links

Lyle Mays 1886

Em seu primeiro álbum solo, Lyle Mays tem como produtor Pat Metheny. O repertório e os arranjos paracem ter buscado um colorido diferente do que fora apresentado até então no Pat Metheny Group. Os músicos, com excessão do percussionista Naná Vasconcelos, formam uma "troupe" nova, o que de certa forma garante ao trabalho uma identidade própria. Esse comentário vale em virtude de ser o tecladista parceiro constante na carreira de Pat Metheny, em composições e arranjos, e aqui era um primeiro passo do tecladista em vôo solo, e seria difícil não haver comparações.
O trabalho é excelente, com destaque para a guitarra de Bill Frisell, cuja execução em "Alaska Suite" atinge níveis altíssimos de beleza e emoção, técnica e interpretação. Mas há muito para se ouvir: teclados perfeitos, criando atmosferas intensas e envolventes. Sem dúvida é mais que o disco do tecladista do Pat Metheny Group.

Lyle Mays : Synthesizer, Piano, Autoharp
Nana Vasconcelos : Percussion
Marc Johnson : Bass, Acoustic Bass
Alejandro "Alex" Acuna : Drums
Billy Drews : Soprano and Alto Saxophone
Bill Frisell : Guitar
Patrick Sky : Uillean Pipes (on track 1)

1/ Highland Aire
2/ Teiko
3/ Slink
4/ Mirror Of The Heart
5/ Alaskan Suite : Northern Lights
6/ Alaskan Suite : Invocation
7/ Alaskan Suite : Ascent
8/ Close To Home

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Larry Coryel Live in Bahia

Com um line-up formado por músicos brasileiros e americanos, o trabalho tem como destaque as participações de Dori Caymmy, Nico Assunção, Billy Cobhan e Romero Lubambo. "Vera Cruz", de Milton, está impecável, com um arranjo muito bom e uma levada emocionante. Gravado em 2002, o disco acrescenta e muito na discografia de Larry Coryell, um músico que sempre rompeu fronteiras, trabalhando vários gêneros, sempre com um estilo vigoroso e marcante.
1.The Harbor
2.Old City New City
3.The Crab Peddler
4.Oshum, Goddess of Love
5.Bloco Loco
6.Panama
7.Bahian Night Walk
8.Gabriela's Song
9.Vera Cruz

Larry Coryell:Guitar, Guitar (Acoustic), Guitar (Electric), Main Performer
Tiao Oliveira: Percussion
Creed Taylor:Photography, Producer
C. Taylor:Producer
Maureen Sickler: Assistant Engineer
Amy Roslyn: Production Coordination
Francisco Centeno:Bass, Bass (Electric)
Fernando Gundlach:Engineer
Billy Cobham:Drums
Blake Taylor: Art Direction
Luiz Avellar: Keyboards
Nico Assumpção: Bass (Electric), Guitar
Donald Harrison: Sax (Alto), Sax (Soprano), Soprano (Vocal)
Dori Caymmi: Guitar, Vocals, Guitar (Acoustic)
Rico Lins:Design
Rudy Van Gelder:Engineer, Mastering
Bashiri Johnson:Percussion
Monica Millet:Percussion
Marcio Montarroyos:Trumpet
Romero Lubambo: Guitar, Guitar (Acoustic), Guitar (Electric)
Todd Barkan: Liner Notes

Password: levente

Tributo ELP


Grandes músicos do cenário do Rock aqui em tributo ao Emerson Lake and Palmer, executando os clássicos da banda: Karn Evil 9, Tocata e muito mais. Imperdível.










Peter Banks guitar 3, 7
Martin Barre guitar 5
Robert Berry bass, guitar, 1, 4, 6, 9, 10
Marc Bonilla guitar 4, 6, 10
Geoff Downes sintetizator 8
Trent Gardner Keys, vocal 2, 3, 5, 7, 8
Wayne Gardner bass- acustic guitar 2, 3, 5, 7, 8
Jerry Goodman Violin 6
Matt Guillory sintetizator 3
Glenn Hughes vocal 4
Igor Khoroshev keyboards 2, 9
James Labrie vocal 5, 10
Pat Mastelotto percussion 2, 3
Eric Norlander zongora 4
John Novello orgona 5
Doane Perry drums 5
Simon Phillips drumns 1, 4, 6, 9, 10
Mike Portnoy drums 7, 8
Mark Robertson Hammond 7
Jordan Rudess Keys 1, 6
Derek Sherinian keys 10
John Wetton vocal 2, 7
Mark Wood vocal 1

Password: levente

Weather Report This is this


Aqui a formação básica do Weather Report para os anos oitenta, depois da lamentável saída de Jaco Pastorius do grupo que revolucionou a linguagem do jazz nos anos setenta.
Ramificação do trabalho de Miles Davis, Joe Zawinul e Wayne Shorter, com quem tocariam em trabalhos clássicos e definitivos do grande trompetista, formaram o Weather Report e pelo grupo passaram músicos Ralph Towner, Airto Moreira, Alphonso Johnson, Nudgu Chanclair, Jaco Pastorius, Miroslav Vitous, Alex Acuna, Manolo Badrena, enfim, músicos de estilos e experiências musicais distintas, porém sempre contribuindo para pôr em prática o visionarismo artístico do projeto Weather Report. Neste trabalho, assitimos à participação especial de Carlos Santana, em bom momento de guitarra.

Joe Zawinul - Keyboards;
Carlos Santana - Guitar;
Wayne Shorter - Saxophones;
Victor Bailey - Bass;
Mino Cinelu - Percussion, vocals;
Peter Erskine - Drums;
Omar Hakim - Drums (track 6 only); Marva Barnes - Vocalist;
Colleen Coil - Vocalist;
D. Siedah Garrett - Vocalist;
Darryl Phinnessee - Vocalist.

01. This Is This (Zawinul, Joe) 7:06
02. Face the Fire (Zawinul, Joe) 2:34
03. I'll Never Forget You (Zawinul, Joe) 7:51
04. Jungle Stuff, Pt. 1 (Cinelu, Mino) 4:43
05. Man With the Copper Fingers (Zawinul, Joe) 6:12
06. Consequently (Bailey, Victor) 4:56
07. Update (Zawinul, Joe) 6:08
08. China Blues (Zawinul, Joe) 6:11
Password: levente

Jan Garbarek: Visible World

Jan Garbarek é um saxofonista dos mais influentes e estilistas da atualidade. Seu trabalho tem se desenvolvido há decadas, sempre com um direcionamento para a pesquisa de gêneros e ritmos musicais e de timbres com relação à execução do instrumento.
Parceiro de Egberto Gismonti em várias viagens (basta lembrar a sua especialíssima participação no álbum "Sol do Meio Dia", ao lado de Ralph Towner e Naná Vasconcelos, ou dos "irmãos" "Mágico" e "Folk Songs", todos lançados pela ECM Records), aqui neste trabalho reúne-se com grandes músicos para mais um trabalho que mergulha no jazz gelado europeu e diálogos com World Music. O resultado é sempre agradável. V

Tracks:
*01. Red Wind (3:53)
*02. The Creek (5:33)
*03. The Survivor (4:46)
*04. The Healing Smoke (7:16)
*05. Visible World (4:09)
*06. Desolate Mountains I (6:47)
*07. Desolate Mountains II (6:02)
*08. Visible World (4:34)
*09. Giulietta (3:46)
*10. Desolate Mountains III (1:33)
*11. Pygmy Lullaby (6:15)*12. The Quest (3:00)*13. The Arrow (4:23)*14. The Scythe (1:50)*15. Evening Land (12:29)

Personnel:
*Jan Garbarek: soprano & tenor saxophone, keyboards, percussion
*Rainer Brüninghaus: piano, synthesizer
*Eberhard Weber: bass
*Marilyn Mazur: percussion, drums
*Manu Katché: drums
*Trilok Gurtu: tabla
*Mari Boine: vocals

LINKS
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

John Scofield "What We Do"

Mais um Scofield, arrasando em Quarteto.
Dennis Irwin Bass
Joe Lovano Saxophone
John Scofield Guitar, Producer, Performer
Bill Stewart Drums
Susan Scofield Producer, Art Direction, Concept
Victor Deyglio Assistant Engineer
James Farber Engineer, MixingBob Ludwig Mastering

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Jon Abercrombie "Cat 'N' Mouse


Cat 'N' Mouse é um trabalho do guitarrista Jon Abercrombie lançado pela ECM Records. Acompanhado de Marc Johnson (bass), Joey Baron (drums) e Mark Feldman (violin), caracteriza-se pela rara beleza de arranjos e composições.
Abercrombie é um guitarrista que vem, desde o final dos anos sessenta, sustentando-se com uma técnica muito limpa e clara em seus solos. Gravou com Gil Evans músicas de Jimmy Hendrix e sempre se envolveu em grandes projetos; recentemente participou de um trio formado por Larry Coryell e a brasileira Badi Assad, um trabalho acústico no qual explora as harmonias brasileiras.
Este Cat 'N' Mouse é um excelente trabalho para conhecer o estilo envolvente de Abercrombie.
Tracks:
A Nice Idea
Convolution
String Thing
Soundtrack
Third Stream Samba
On the Loose
Stop and Go

John Scofield "works for me"


Excelente trabalho do guitarrista John Scofield, com grandes temas, desenvolvidos em interpretações ricas e arranjos muito bem elaborados. Tecnicamente perfeito, destacam-se as performances de Kenny Garrett (sax) e Brad Mehldau (piano). No mais, a qualidade de costume de um dos mais importantes guitarristas contemporâneos.
John Scofield, guitar;
Kenny Garrett, alto sax;
Brad Mehldau, piano;
Christian McBride, bass;
Billy Higgins, drums
Tracks:
I'll Catch You
Not You Again
Big J
Loose Canon
Love You Long Time
Hive
Heel to Toe
Do I Crazy?
Mrs. Scofield�s
Six and Eight
Freepie

Pat Metheny Trio 99/00

Este é um trabalho diferente para os que buscam ouvir algo do Pat Metheny Group. Aqui a linha mais desenvolvida é o do hard-bop, com muitas passagens abertas ao improviso, perfeitas para a execução de trio.
As composições em sua maioria são de Metheny, porém faz parte do set "Giant Steps", de Coltrane, um clássico aqui executado com personalismo em perfeita reescritura; outra composição que se destaca é "Capricorn", de Waine Shorter, perfeita. A surpresa são as versões de "Lone Jack" e "Travels", emblemáticas do PMG, aqui rearranjadas em grande estilo. Um belo disco.

Credits:
Larry Grenadier - Bass
Pat Metheny - Producer, Guitar (Baritone)
Bill Stewart - Drums

Tracks:(Go) Get It - Metheny
Giant Steps - Coltrane
Just Like the Day - Metheny
Soul Cowboy - Metheny
The Sun in Montreal - Metheny
Capricorn - Shorter
We Had a Sister - Metheny
What Do You Want? - Metheny
A Lot of Livin' to Do - Adams, Strouse
Lone Jack - Mays, Metheny
Travels - Mays, Metheny

Pat Metheny "Rejoicing

"Rejoicing" é o tipo de trabalho que exige de nosso ouvido a amior atenção, pois não temos somente três músicos improvisando sobre temas de jazz, mas uma rara combinação de estilos que se integram em composições profundas, com detalhes sutis e uma beleza que mais se aproxima das artes plásticas.
DE fato, "Rejoicing" pode ser comparado a um quadro impressionista, no qual as imagens se dissolvem apliando suas formas, confundindo-se com a paisagem. A atmosfera é intimista e envolvente. É o caso da primeira faixa, "Lonely Woman", com destaque para a guitarra de Pat. Disco fundamental para os apreciadores de uma das guitarras mais importantes do jazz moderno.
Pat Metheny Guitar, Guitar (Electric), Performer
Charlie Haden Bass, Double Bass, Performer
Billy Higgins Drums, Drums (Snare), Performer

Manfred Eicher Producer
Jan Erik Kongshaug Engineer

Tracks:
Lonely Woman
Tears inside
Humpty Dumpty
Blues for Pat
Rejoicing
Story of a stranger
The Calling
Waiting for an answer